Projetos

A Fundação Nosso Lar desde sua instituição em 1996, em Foz do Iguaçu/PR, manteve até 2010 diversos projetos dentre os quais destacamos:

Família acolhedora

O Programa Família Acolhedora consiste em cadastrar e capacitar famílias da comunidade para receberem em suas casas, por um período determinado, crianças, adolescentes ou grupos de irmãos em situação de risco pessoal e social, dando-lhes acolhida, amparo, aceitação, amor e a possibilidade de convivência familiar e comunitária. A família de acolhimento representa a possibilidade de continuidade da convivência familiar em ambiente sadio para a criança ou adolescente. Receber uma pessoa em acolhimento provisório não significa integrá-lo como filho. A família de apoio assume o papel de parceira no atendimento e na preparação para o retorno à família biológica ou substituta.

Os casais da comunidade que acolhiam em suas casas crianças e/ou adolescentes recebiam acompanhamento da Fundação Nosso Lar.

Uma família, para participar do programa, necessitava:

  • Disponibilidade afetiva;
  • Ter idade entre 25 e 55 anos;
  • Estar em boas condições de saúde física e mental;
  • Não possuir antecedentes criminais;
  • Possuir situação financeira estável;
  • Possuir uma convivência familiar estável e livre de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes;
  • Firmar compromisso com os princípios de ação da Fundação Nosso Lar e participar da formação continuada e relações permanentes;
  • Participar do processo de habilitação oferecido pela Fundação Nosso Lar.

Quais os documentos eram necessários para a inscrição das famílias?

  • Cópia do RG e CPF
  • Cópia de comprovante de renda
  • Carta de recomendação com nome, endereço e telefone de três pessoas para referência
  • Cópia do comprovante de residência em Foz do Iguaçu.

O que a Fundação Nosso Lar oferecia às famílias habilitadas a participarem do Programa?

Equipe de apoio para subsídio e acompanhamento do trabalho (setor administrativo, serviço social e psicológico) e ajuda material, quando necessária.

Essa modalidade foi encerrada em fins 2010.

Guarda subsidiada

É uma modalidade do Programa Família Acolhedora, onde as famílias recebem um subsídio financeiro, para as despesas com alimentação, higiene pessoal, lazer, material de consumo e cursos de profissionalização para a criança ou adolescente. A família acolhedora passa a ter todos os direitos e responsabilidades legais reservados ao guardião, tais como:

  • Proteger a criança sob seus cuidados nos aspectos fundamentais para seu crescimento sadio, com afeto e respeitando suas necessidades individuais;
  • Assegurar a convivência familiar e comunitária, em ambiente familiar livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes;
  • Participar do processo de preparação, formação e acompanhamento;
  • Oferecer informações sobre a situação da criança acolhida aos profissionais que estão acompanhando a situação;
  • Contribuir na preparação da criança para o futuro retorno à família biológica, colocação em família substituta, ou sob adoção, sempre com orientação técnica.

Nos casos de inadaptação, a família procede a desistência formal da guarda, responsabilizando-se pelos cuidados do acolhido até novo encaminhamento, determinado judicialmente. A transferência para outra família deve ser feita de maneira gradativa e com o devido acompanhamento.
Todo este trabalho tem acompanhamento psicosocial da equipe da Fundação Nosso Lar.

Esse projeto era realizado em parceria com o Município de Foz do Iguaçu e  o convênio foi encerrado em maio de 2010. Desde então a execução é de responsabilidade do Município.

Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (CEDEDICA)

O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente é o único projeto em andamento e está voltado para a promoção da cidadania, através da defesa de direitos da criança e do adolescente. Atua ainda em espaços de debate, pesquisa e capacitação, assim como no campo de propor e reivindicar Políticas Públicas que atendam estes direitos.

O Cededica vem realizando desde 2005 pesquisa sobre homicídios de adolescentes. Resultados dessas pesquisas foram publicados em 2006 em dois capítulos do livro “Abandono, Exploração e Morte” de crianças e adolescentes em Foz do Iguaçu.